Série DRGE Na Pediatria | Resumo Clínico | Manifestações Atípicas

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Publicado por
DRGE
Scientific Update

Nem toda tosse é asma   e nem todo refluxo é ácido:

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Os sintomas atípicos da Doença do Refluxo Gastroesofágico atingem de 30 a 60% dos pacientes apresentam sintomas respiratórios como: dor epigástrica, náusea, flatulência, soluço, tosse crônica, asma, rouquidão,

O que chamou atenção na discussão clínica?

Um dos pontos mais interessantes discutidos foi a relação entre refluxo e reflexo vagal.

O racional apresentado é que o refluxo ácido — e até mesmo o não ácido — pode gerar microfissuras na mucosa esofágica, permitindo estímulo das terminações do nervo vago na submucosa.

Esse estímulo pode desencadear:

• broncoespasmo;
• produção de muco;
• edema.

Ou seja: nem sempre o problema é aspiração pulmonar direta. Em muitos casos, o componente vagal pode explicar sintomas respiratórios persistentes.

Nem todo refluxo é ácido, por isso a pHmetria não é eficaz para o diagnóstico.

Reforçando a recomendação do Guia da SBP que o diagnóstico é essencialmente Clínico.

A impedanciometria aparece como ferramenta importante justamente por conseguir identificar refluxos não ácidos.

O que muda na prática?

Em crianças com:

✚ tosse crônica;
✚ rouquidão;
✚ broncoespasmo recorrente;
✚ “asma difícil”;
✚ Sintomas persistentes sem resposta adequada;

vale considerar a participação do refluxo e dos mecanismos vagais associados.

E sobre o tratamento?

Um dos pontos reforçados na aula foi a necessidade de cautela no uso indiscriminado de IBPs.

A apresentação destacou que:

• nem todo refluxo responde à supressão ácida;
• IBPs podem alterar microbiota;
• podem aumentar risco de disbiose e infecções;
• o uso deve ser mais racional e individualizado.

Onde o sucralfato pode entrar na prática pediátrica?

A aula, apresentada pelo Dr. Tadeu Fernando Fernandez, reforça o papel do sucralfato como agente citoprotetor, formando uma barreira sobre a mucosa e ajudando na proteção contra a agressão ácido-péptica.